Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Sporting a todo o vapor

Tal como no fim-de-semana passado, o jogo mais aguardado desta jornada voltou a ser surpreendente. O Sporting recebeu e venceu em Alvalade, o Porto por 3-0 de forma clara no jogo grande da jornada 21, vingando assim, a pesada derrota que tinha sofrido no Dragão em jogo da Taça de Portugal, quando foi afastado da prova ao perder por 5-2. Ontem à noite, a equipa leonina redimiu-se, e repetiu a exibição e o resultado que já havia conseguido diante do Everton, que na altura lhe valeu o apuramento para os oitavos-de-final da Liga Europa. Esta vitória agradou a sportinguistas, e sobretudo aos benfiquistas e bracarenses, por motivos óbvios.

 

Yannick Djaló, um dos melhores em campo, voltou a justificar a sua titularidade, não só pelo seu rendimento, que foi decisivo no decorrer do jogo, mas também pelo golo que apontou. O primeiro da noite, que logo depois veio catapultar o Sporting para mais uma noite de gala. E muito provavelmente, colocado um ponto final do Porto na luta pelo campeonato. Que, com este desaire, ficou a nove pontos da liderança, ocupada pelo Benfica, e a oito pontos do Braga, que se vai mantendo na segunda posição da tabela classificativa. Renovar o título de campeão nacional, e marcar presença na Liga dos Campeões da próxima época, começam a ficar cada vez mais longe.

 

O Sporting com esta vitória recuperou o quarto posto, objectivo definido pelo seu presidente, visto que um lugar no pódio está fora de hipótese. Além de Djaló, também Pedro Mendes e Miguel Veloso foram de grande utilidade. O primeiro, pela forma como desempenha o seu papel no onze de Carlos Carvalhal, que na minha opinião, como já o tinha dito, é o melhor número seis do futebol português. E, claro, Miguel Veloso, pela sua entrega, pela sua veia goleadora (marcou nos últimos dois jogos) e pela sua polivalência. Atravessa um grande momento de forma. Dificilmente o Sporting irá conseguiu segurar o o médio leonino.

 

No Lado do Porto, o ciclo de Jesualdo Ferreira aproxima-se do seu final. Se o clube não for além de um mero terceiro lugar, o mais provável é a saída do professor, depois de quatro temporadas a liderar os azuis-e-brancos. Não sei o que é que os adeptos portistas acham de Tomás Costa, que para mim, nunca foi jogador com qualidade suficiente para jogar num clube com o Porto. O Porto tem de ter no seu plantel jogadores que sejam ou possam ser titulares indiscutiveis. E não, jogadores que possam ser alternativas medianas aos seus titulares, como são : Tomás Costa ou Guarín.

 

O Sporting mostrou desde cedo que estava ali para vencer o desafio, e quem sabe, repetir a exibição anterior ou até o resultado. Adiantou-se no marcador logo aos seis minutos, pelo frenético Yannick Djaló, que com um remate forte, ainda de fora da área, bateu Helton sem apelo nem agrado. Com seis minutos de jogo a vantagem do leão não se justificava, mas com o passar dos minutos, essa vantagem foi-se justificando. Djaló, rápido, moralizado, confiante, renovado e num bom momento, mostrava mais uma vez serviço, justificando a aposta de Carvalhal.

 

Izmailov foi sempre um quebra-cabeças para Álvaro Pereira, muito por culpa das duas  deambulações para a zona central. Foi precisamente num desses movimentos, que o Sporting aumentou a vantagem para 2-0, com um remate do jogador russo, mais um, sem hipótese de defesa para Helton. Izmailov voltava a marcar ao Porto. Ele que tinha apontado o primeiro golo dos leões no jogo da Taça de Portugual.

 

A linha atacante do Porto nunca conseguiu criar perigo. Mariano Gonzalez que parecia estar a atravessar a sua melhor fase desde que chegou a Portugal, foi sempre inofensivo. O mesmo aconteceu com os dois jogadores que compunham o tridente do onze de Jesualdo Ferreira. Falcao raramente foi assistido. Varela que tem estado em grande forma, não mostrou o porquê de ter sido chamado á selecção.

 

A segunda parte só veio confirmar o que já se suspeitava, a superioridade da equipa da casa, que estava extremamente motivada, e dificilmente iria chegar aos 90 minutos, com outro resultado, que não um triunfo. E assim foi. Veloso matou o jogo logo no ínício da segunda metade, quando aumentou para 3-0, na sequência de uma jogada de Liedson. Mais uma belo golo da formação orientada por Carlos Carvalhal. O Porto caia em Alvalade, com uma exibição muito pobre. A nove jornadas do final da competição, o objectivo do título começa a ser uma miragem, e a Liga dos Campeões não foge à regra. O Sporting está bem e recomenda-se, que se cuidem os aspirantes ao quarto lugar. 

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publicado por andre--- às 17:22
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