Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Triunfo debaixo de assobios

A selecção nacional venceu a China no Municipal de Coimbra por 2-0, com golos de Hugo Almeida e Liedson (um em cada parte), em jogo de preparação para o Campeonato do Mundo da África do Sul. Mas não convenceu. Na segunda parte os mais de 20 mil adeptos que marcavam presença nas bancadas, brindaram a formação de Carlos Queiroz com um coro monumental de assobios.

 

Os apupos fizeram-se sentir com grande intensidade, devido à péssima segunda parte da selecção. Os adeptos queriam mais golos e, sobretudo, mais empenho da parte dos jogadores. As experiências do seleccionador não passaram despercebidas e deixaram muito a desejar. Uma das quais, foi colocar um jogador como Hugo Almeida, na faixa esquerda do ataque português. Incompreensível é a única palavra que me ocorre para classificar tal decisão.

 

O desafio de ontem, frente aos chineses, ficou ainda marcado pelas estreias do guarda-redes Hilário do Chelsea, e do extremo do Porto Silvestre Varela. O objectivo da equipa técnica era defrontar um adversário com características idênticas às da Coreia do Norte, uma das selecções que calhou em sorte no grupo (G) de Portugal.

 

Foi um jogo com duas partes totalmente distintas. No primeiro tempo Queiroz apostou num onze muito próximo daquele que deverá iniciar a competição em África. Os primeiros 45 minutos foram dominados por completo pela selecção nacional, que dispôs de várias e boas ocasiões para chegar à vantagem. O primeiro golo só chegou aos 36 minutos por intermédio de Hugo Almeida. Arrancada pelo lado esquerdo de Ronaldo, que descobriu o atacante do Werder Bremen em boa posição, e este não desperdiçou.

 

Na segunda parte, o ritmo de jogo abrandou muito por culpa das várias substituições que foram efectuadas. Jogadores pouco entrosados e em vantagem no marcador, decidiram tirar o pé do acelerador, e a partir de aí, entraram em cenas os apupos vindos das bancadas. O segundo golo acabou por surgir aos 95 minutos, com alguma sorte à mistura. Remate de João Moutinho, desviado de forma involuntária, acabou por trair o guarda-redes chinês, um dos melhores jogadores em campo.

 

Portugal cumpriu com a sua obrigação, ao vencer a selecção chinesa, não se esperava outro resultado que não uma vitória. No entanto, esperava-se mais. A equipa das quinas não convenceu. Enquanto que as opções técnicas do seleccionador continuam a dar que falar.

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publicado por andre--- às 17:33
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1 comentário:
De António C. Pereira a 5 de Março de 2010 às 13:19
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